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sábado, 26 de outubro de 2013

CARTA AOS PROFESSORES

Linda homenagem a todos os funcionários da Escola Municipal Teodoro Campos, feita por uma mãe através de carta anônima, mas que a sabedoria foi além das palavras e da escrita.
A carta foi lida durante a realização da V Festa da Família, realizada no dia 25 de outubro de 2013.

A toda equipe da Escola Teodoro Campos, quero dizer que, escrevendo encontrei uma forma de agradecer a todos o que tem feito por nós.
Gostaria de estar aí na frente para dizer o quanto sou grata por tudo o que vocês fazem, mas não tenho coragem, sei que não conseguiria falar, mas quero agradecer aos professores por estar ensinando nossos filhos todos os dias.
Sei que a maioria das vezes vocês não são respeitados como deveriam ser, mas mesmo assim não desistem. Só temos a agradecer e pedir a Deus que ilumine todos vocês por onde quer que andem. Sei que muitas vezes deixam de cuidar de seus próprios filhos para virem cuidar dos nossos.
A vocês que arriscam suas vidas nas estradas, quero pedir ao Senhor que livre vocês de acidentes e que coloque anjos para estar protegendo suas famílias e seus lares.
A você diretora, que tem a responsabilidade de cuidar da escola, e em geral sei que não é uma tarefa fácil, mas está sempre procurando dar o melhor de si.
A vocês cantineiras, que cuidam da alimentação diária dos nossos filhos, que deixam tudo limpinho e organizado, muito obrigada!
Ao porteiro, obrigada por cuidar da segurança das nossas crianças.
À ex-diretora, que tanto lutou e continua contribuindo para o desenvolvimento da Escola.
Quero agradecer pelas festas que nos oferecem, proporcionando alegria a todos nós.
Obrigada aos motoristas que transportam nossos filhos.
Em nome de todos os pais e alunos, queremos parabenizar e agradecer a todos vocês e dizer o quanto são importantes para nós.
Peço desculpas pelos erros e faltas. Como mãe, peço a Deus que abençoe cada um de vocês!!
Obrigada!!!

(Autora: G. A. A. A.)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

A LENDA DOS PROFESSORES


Conta uma velha lenda que os professores são seres magistrais, meio humanos, meio mágicos. 
São humanos porque são limitados.
São mágicos porque podem transformar até um assunto pouco relevante em uma aula de dezenas de minutos. 
Nascem como humanos comuns na coletividade. 
Eles são muito especiais na individualidade e tem como missão a seguinte sequência de ações: nascer pra aprender, crescer e continuar aprendendo, acumular conhecimentos e experiências, aprender a ensinar, transmitir conhecimentos e a ensinar e prosseguir, sempre, aprendendo mais e mais. 
Dizem também que são seres meio reais e meio fantasiosos. 
Que jamais cometem erros, só uns enganos pontuais. 
Que sobrevivem fantasticamente com poucos recursos. 
Dizem as crianças: "Eles não trabalham; só dão aulas". 
São seres cuja estatura é inferiores a 2,5 metros, mas as extensões de suas influências são infinitas. 
São encontrados facilmente em vias públicas, porém recebem pouco reconhecimento. 
De noite, não dormem: elaboram e corrigem provas; preparam aulas e atualizam diários de classe. 
E são grandes sonhadores, sonham eternamente acordados, com um futuro melhor... 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

DIA DO PROFESSOR

Interessante matéria da Revista de História da Biblioteca Nacional sobre o Dia do Professor.  O Dia do Professor é feriado no Brasil desde os anos 1960. De lá para cá, o país mudou muito, mas os profissionais continuam mal remunerados, com uma carga horária de trabalho desgastante e desvalorizados socialmente.Angélica Barros e Antonio Carlos Jucá
Quem quer ser professor no Brasil? Poucos.  Nos dias de hoje, somente 2% dos alunos do ensino médio mostram-se interessados na carreira docente, embora 1/3 deles tenha pensado, em algum momento, em segui-la. As razões para tanto desinteresse vão desde a baixa remuneração, à rotina desgastante ou mesmo à desvalorização social. Ser professor é um mau negócio. O resultado é que, hoje, faltam mais de 700.000 professores nos ensinos fundamental e médio.

Aqui, diferente de países como EUA, China e Índia, o Dia do Professor é feriado oficial. Comemorado no dia 15 de outubro, foi instituído nacionalmente em 1963 no governo de João Goulart. Seu início remete à década de 1930, quando grupos de professores católicos organizaram iniciativas para comemorar o “Dia da Mestra” e o “Nosso Primeiro Mestre” lançado pela Associação de professores Católicos do Distrito Federal (Rio de Janeiro, naquela época). A data - consagrada à Santa Tereza D’Ávila,  religiosa e escritora reconhecida, proclamada Doutora da Igreja pelo Papa Paulo VI -,  é associada ao Decreto Imperial de D. Pedro I, em 1827. Nele, o imperador ordenava a criação de escolas de “Primeiras letras” em todas as cidades, vilas e lugares mais populosos do Império.
A criação de um dia comemorativo não significou, contudo, a valorização do professor. Sem dúvida, se olharmos de 1963 para cá, o Brasil avançou em muitos aspectos na educação: diminuiu consideravelmente o analfabetismo, colocou a quase totalidade da população infantil na escola e aumentou consideravelmente o ensino universitário. Tais avanços, no entanto, foram insuficientes e a educação brasileira é, ainda hoje, uma das piores do mundo. A principal razão disso é o desinteresse pelo magistério. Os melhores alunos tendem a se direcionar para carreiras mais bem remuneradas. Resultado: muitas vezes falta uma formação sólida àqueles que devem ensinar.
Outro problema real é a desvalorização social: nas escolas privadas é comum os professores ouvirem dos alunos que seus pais ganham mais ou que eles, professores, são seus empregados. Nas escolas públicas, a desvalorização vem quase sempre do desconhecimento, por parte dos próprios pais, da importância da educação. Junte-se a isso uma rotina desgastante, que inclui uma enorme carga horária de trabalho, dentro e fora de sala de aula.
Tudo isso ocorre no momento em que o Brasil sofre com a falta de mão de obra qualificada em todos os setores. Surge aí um estranho paradoxo: quanto maior a carência de mão de obra, maiores os salários nos diversos setores e, portanto, menos atrativa se torna a carreira do magistério. É preciso educar a população, mas quem vai fazê-lo?
O governo federal vem tentando responder a essa questão com o estímulo à docência. Por um lado, apoiando a multiplicação das licenciaturas. Por outro, concedendo bolsas e criando programas de incentivo à formação de professores. Falta ainda, no entanto, o reconhecimento expresso numa carreira estruturada e numa remuneração adequada.
Em um contexto tão negativo, poderíamos imaginar que os professores fossem uma espécie em extinção. No entanto, eles somam quase 2 milhões de profissionais em todo o Brasil, ensinando mais de 50 milhões de alunos. Nos últimos anos, a qualificação de grande parte dos docentes tem aumentado: percebe-se que eles respondem positivamente quando estimulados e apoiados.
Magistério não é sacerdócio, mas é vocação. Há uma magia indescritível em ensinar, que sem dúvida move a maior parte de nossos mestres a seguir em sua profissão. Há material humano. Há vontade de ensinar e aprender. O que falta é valorizar o professor não somente no seu dia, mas durante todo o ano.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A ARTE DE ENSINAR...

A arte de ensinar

Dia desses um garoto de 8 anos contava para a mãe suas experiências na sala de aula. Comentava sobre cada professor, sua maneira de ser e de transmitir ensinamentos.
Dizia que gostava muito das aulas de uma determinada professora, embora não gostasse muito da matéria.
Comentava, ainda, que detestava ter que assistir as aulas de sua matéria preferida porque não gostava da professora.
Dizia, com a franqueza que a inocência infantil permite: A professora de História está sempre de mau humor. Ela grita com a gente por qualquer motivo e nunca sorri.
Quando passa uma lição e algum aluno não faz exatamente como ela mandou, faz um escândalo. Todos os alunos têm medo dela.
Já a professora de Português está sempre sorrindo. Brinca com a turma e só chama atenção quando alguém está atrapalhando a aula. Eu até fiz uma brincadeira com ela um dia desses e ela riu muito.
Depois de ouvir atentamente, a mãe lhe perguntou: E por que você não gosta das aulas de religião, filho?
Ah, falou o menino, o professor é grosseiro e cínico. Critica todos os alunos que têm crença diferente da dele e diz que estão errados sempre que não respondem o que ele quer ouvir.
E, antes de sair para suas costumeiras aventuras com os colegas, o garoto acrescentou:
Agora eu sei que, por mais complicada seja a matéria, o que faz diferença mesmo é o professor.
***

De uma conversa entre mãe e filho, aparentemente sem muita importância, podemos retirar sérias advertências.
E uma delas é a responsabilidade que pesa sobre os ombros daqueles que se candidatam a ensinar.
Muitos se esquecem de que estão exercendo grande influência sobre as mentes infantis que lhes são confiadas por pais desejosos de formar cidadãos nobres.
Talvez pensando mais no salário do que na nobreza da profissão, alguns tratam os pequenos como se fossem culpados por terem que passar longas horas numa sala de aula.
Mais grave ainda é quando se arvoram a dar aulas de Religião e agridem as mentes infantis com a arrogância de que são donos da verdade, semeando no coração da criança as sementes do cepticismo.
Quem aceita a abençoada missão de ensinar deve especializar-se nessa arte de formar os caracteres dos seus educandos, muito mais do que adestrar-se em passar informações pura e simplesmente.
É preciso que aqueles que se dizem professores tenham consciência de que cada criatura que passa por uma sala de aula levará consigo, para sempre, as marcas indeléveis de suas lições. Sejam elas nobres ou não.
É imprescindível que os educadores sejam realmente mestres, no verdadeiro sentido do termo.
Que ensinem com sabedoria, entusiasmo e alegria.
Que exemplifiquem a confiança, a paz, a amizade, o companheirismo e o respeito.

Fonte: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=83

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

SER PROFESSOR...



Ser Professor
Ser professor é ser artista, malabarista, pintor, escultor, doutor, musicólogo, psicólogo.
É ser mãe, pai irmão e avô.
É ser palhaço, estilhaço, bagaço; é ser paciência e ciência; é ser informação, é ser ação...
Para uns é o Cristo para outros o demônio; para estes mal vistos, para aqueles um sonho.
Ser professor é ser bússola, ser farol; é ser luz, é ser sol...
Impele para o bem, repele para o mal.
Incompreendido? E muito!
Defendido? Nunca!
 ___Seu filho passou? __ Claro! É um gênio! Não passou? O professor não ensinou!
Para ser professor, é um vício ou vocação?
É uma coisa, é outra: é ter nas mãos o mundo de amanhã; é ter nas mãos o mundo e não ter nada.
Amanhã os seus alunos se vão, e ele, o mestre de mão vazia, parte o coração.
Com os olhos voltados para sua estrela guia, recebe novas turmas; novos olhinhos, ávidos de cultura.
E a ela (sua turma), o professor, o mestre, vai distribuindo ternura, o saber, a ciência, a orientação, quer física, artística ou intelectual, nas cabecinhas novas que amanhã luzirão no firmamento da Pátria...
Aqui fica a nossa dúvida; o pagamento real? A valorização? O respeito? Será que só na eternidade?
Nós sabemos que, se o nosso país possui hoje bons médicos, bons engenheiros, bons agricultores, etc..., é por mérito de bons professores!
"A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens; só há um luxo verdadeiro, o das relações humanas!"
Pena que somos tão poucos valorizados pela sociedade e principalmente pelos nossos alunos que não sabem dar valor no tesouro que  nós temos nas mãos.



O PROFESSOR É A ALMA DA ESCOLA...



"Aos velhos e jovens professores,
aos mestres de todos os tempos
que foram agraciados pelos céus
por essa missão tão digna e feliz.
Ser professor é um privilégio.
Ser professor é semear em terreno
sempre fértil e se encantar com a colheita.
Ser professor é ser condutor de almas
e de sonhos, é lapidar diamantes.
O Professor é a alma da Escola"

Gabriel Chalita

OS PROFESSORES DA MINHA ESCOLA...

Os professores da minha escola
 

A professora de Matemática,
com suas contas complicadas,
falando em equações,
no Teorema de Pitágoras.

 

A professora de Português,
com seu modo indicativo,
falando em advérbios,
interjeições, substantivos.

 

A professora de Geografia,
com seus complexos regionais,
falando em sítios urbanos,
em pontos cardeais.

 

A professora de Ciências,
com seus ensinamentos ecológicos,
falando em evolução,
em estudos biológicos.

 

A professora de História,
com seus povos bizantinos,
falando na Idade Média,
no Imperador Constantino.

 

A professora de Inglês,
com seus don't, do e does,
falando em personal pronouns,
na diferença entre go e goes.

 

A professora de Artes,
com suas obras e seus artistas,
falando em artes ópticas,
em pintores surrealistas.

 

O professor de Educação Física,
com suas regras de voleibol,
falando sobre basquete,
em times de futebol.

 

Os professores da minha escola,
com suas matérias que às vezes não entendemos,
falando em todas as coisas,
que aos poucos vamos aprendendo.
(Clarice Pacheco)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

RUBEM ALVES E A EDUCAÇÃO

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Rubem Alves

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

HOMENAGEM AO DIA DO PROFESSOR

Anjos da Guarda

Leci Brandão
Professores
Protetores… das crianças do meu país
Eu queria, gostaria
De um discurso bem mais feliz
Porque tudo é educação
É matéria de todo o tempo
Ensinem a quem sabe de tudo
A entregar o conhecimento
Na sala de aula
É que se forma um cidadão
Na sala de aula
Que se muda uma nação
Na sala de aula
Não há idade, nem cor
Por isso aceite e respeite
O meu professor
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele que ele merece!
Professores
Protetores… das crianças do meu país
Como eu queria, gostaria
De um discurso bem mais feliz
Porque tudo é educação
É matéria de todo o tempo
Ensinem a quem sabe de tudo
A entregar o conhecimento
Na sala de aula
É que se forma um cidadão
Na sala de aula
Que se muda uma nação
Na sala de aula
Não há idade, nem cor
Por isso aceite e respeite
O meu professor
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele
Batam palmas pra ele que ele merece!

MENSAGEM PARA O DIA DOS PROFESSORES...

Professores apaixonados

Professores e professoras apaixonadas acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa de que podem mover o mundo.
Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltiplas formas, debilitam as inteligências.
As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos.
Não há pretextos que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato.
Apaixonar-se sai caro! Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria.
Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão.
Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.
Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, do desrespeito, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente.
Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro.
Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.
Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração.
Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e mais nada.
Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.
Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar.
A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.

HOMENAGEM AOS PROFESSORES...




"Professores ideais são aqueles que se transformam em pontes e que convidam os alunos a cruzá-la, depois de ter facilitado sua passagem, com alegria e colapso, incentivando-os a criar pontes a partir de suas próprias atitudes." 
(Nikos Kazantzakis)